Olegário estragou a festa, analisou pessimamente um lance e foi o protagonista de um jogo em que os jogadores pouco fizeram para ser figuras. Excepção, pontualmente a Cristian Rodríguez; o FC Porto sem Lucho foi de uma pobreza confrangedora na primeira parte. Tudo a passo de caracol, sem ideias, à espera que uma individualidade resolvesse os problemas de um colectivo que faltou à chamada no exame de Coimbra nos primeiros 45 minutos.
A Académica foi muito pouco ambiciosa. Mas quando se mostrou até obrigou Helton a atenção. Exigia-se muito mais, isso sim aos dragões, que sem patrão – Lucho – andaram numa rebaldaria a meio-campo, com jogadores a embrulharem-se e a correr mais do que a bola.
Para a segunda parte, o FC Porto entrou mais espevitado e compacto. Ainda viu a Académica ter um golo, bem anulado por falta sobre Rolando. O central fez o serviço completo, quando acorreu bem a um livre de Meireles para dar a vantagem aos tricampeões. No minuto seguinte, Lisandro foi carregado dentro da área. Da grande penalidade nasceu o segundo golo, marcado pelo argentino. E assim o FC Porto simplificou o que estava difícil. Já em descontos chegou ao terceiro por Mariano, após assistência de Hulk, que saiu em posição de fora de jogo. O FC Porto tem o ‘tetra’ à vista.
JESUALDO NÃO VIU A MÃO
"Não vi o lance da posição onde estava", disse ontem Jesualdo Ferreira quando confrontado com a mão de Meireles na área portista. Na altura, o jogo estava 0-0. "Não comento arbitragens, acho que devíamos estar a discutir futebol em vez de coisas que não contribuem para a dignificação do futebol", acrescentou.
ANÁLISE
POSITIVO: ROLANDO DECISIVO
Perfeito na forma como saltou e cabeceou, de cima para baixo, para o 1-0. A lembrar Bruno Alves.
NEGATIVO: LITO DESLUMBRADO
O extremo enjeitou um golo feito, logo depois de Meireles ter metido a mão à bola. Um falhanço inacreditável.
ARBITRAGEM: MÃO DO DIABO
In Correio da Manhã
Saudações Leoninas
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